Quando o assunto são componentes de bicicleta a discussão é longa, longa por que além de existir uma grande diversidade de marcas e modelos, as diferentes marcas e modelos possuem muitas vezes propostas diferentes, que somadas as diferenças de valores e estilos fica realmente difícil que a discussão se conclua com unanimidade. Neste artigo iremos colocar nossa atenção exclusivamente nos câmbios traseiros de uma bicicleta.

Vale considerar que o câmbio traseiro é um dos recursos mais utilizados durante uma pedalada e, por esse motivo, um dos componentes que ganham e merecem mais atenção dos ciclistas. O câmbio traseiro é um componente com relativa complexidade, produzido de diferentes materiais, demandando atenção, por ficar em um local bastante exposto, e manutenção com uma certa frequência.

Vale tomar conhecimento, também, que o câmbio é parte de uma gama de componentes inter-relacionados, conhecido como “grupo”. Este grupo comumente envolve os trocadores de marcha, dianteiro e traseiro, os freios dianteiros e traseiros, os câmbios, dianteiro e traseiro, além do pedivela e o movimento central, o cassete e a corrente. O ideal e mais indicado pelos fabricantes é utilizar todos os componentes do mesmo grupo, ou seja, do mesmo modelo, para que toda a engrenagem funcione do modo mais harmônico, proporcionando assim menos atrito, menos desgaste e menos manutenção.

As 3 marcas câmbios traseiros de bicicleta mais utilizados

Não é raro nos depararmos com uma bicicleta com componentes de diferentes modelos, neste caso vale cuidar para que ao menos os componentes, por mais que de diferentes modelos, sejam da mesma marca, minimizando assim pequenas diferenças entre as relações dos componentes e minimizando assim o desgaste excessivo.

Postas estas considerações vamos tomar conhecimento dos principais câmbios traseiros que temos no mercado. Para tanto pode ser interessante a começar por apresentar as três principais marcas de câmbios traseiros. São elas: Shimano, uma marca super tradicional, conhecida no mundo inteiro, uma marca japonesa fundada em 1921 com uma larga produção. Sram, marca americana que vem ganhando espaço e confiança no mercado, fundada em 1987. E a marca tradicionalíssima Campagnolo, italiana, específica para bicicletas de estrada, fundada em 1933.

Estas são as três principais marcas de grupos e componentes para bicicletas. As três marcas apresentam diversos modelos diferentes de grupos.

As marcas costumam organizar seus modelos inicialmente diferenciando as modalidades MTB e Road, já que o pedal na terra e no asfalto apresentam uma enorme e determinante diferença no que diz respeito a estabilidade e regularidade das trocas de marchas.

Dentro destas duas modalidades as marcas organizam seus grupos por diferentes categorias, entendendo a categoria profissional como aquele uso de competição, o qual necessita uma mudança de marcha mais rápida e precisa, com componentes mais leves e por isso muitas vezes mais frágeis. Outra categoria seriam os grupos com alto nível de rendimento, no entanto não são os modelos de ponta, poderíamos chamá-los de semiprofissionais, apresentando funcionamento semelhante aos profissionais, mas com peças com qualidade inferior.

Encontraremos também a categoria média e baixa, com preços mais acessíveis, com menor necessidade de manutenção, mais resistentes, no entanto mais pesadas, com menor precisão e menor velocidade nas trocas de marchas.

Shimano, sem dúvida a marca mais conhecida, proporciona a maior diversidade de modelos, tanto para mountain bikes como para road bikes, a marca produz componentes tanto para o uso profissional como para o uso comum, apresentando ao público uma gama de possibilidades.

No que diz respeito ao ciclista que busca rendimento o melhor que a marca apresenta para montanha é o WTR Di2, com transmissão eletrônica e conta com as opções 1×11/2×11/3×11 e para estrada o Dura-Ace Di2, também com transmissão eletrônica e 11 velocidades,  para quem busca um nível alto, semiprofissional, teríamos para montanha o XT Di2, com transmissão eletrônica e também nas opções 1×11/2×11/3×11 e o XT, com transmissão mecânica, nas opções 1×11/2×11/3×11, e para estradas o Ultegra Di2, com transmissão eletrônica e 11 velocidades e o Ultegra mecânico, também com 11 velocidades.

Para aqueles que utilizam a bicicleta como meio de transporte e passeio teríamos outras opções para terra como DEORE 2×10/3×10, ALIVIO 3×9 e ACERA 3×9/3×8 e para estrada o 105 com transmissão mecânica e 11 velocidades, TIAGRA com transmissão mecânica e 10 velocidades e CLARIS, com transmissão mecânica e 8 velocidades.

Sram, marca com menos tradição, no entanto não por isso fica para trás, vem ganhando mercado com muita força apresentando produtos de altíssima qualidade, perfomando entre as pontas do ciclismo profissional, seja na terra seja o asfalto, e a algum tempo buscando oferecer grupos mais acessíveis para o ciclista comum.

No que diz respeito ao ciclista que busca rendimento o melhor que a marca apresenta para montanha é o XX1, com transmissão eletrônica e uma relação de 1×12, e para estrada o RED eTAP, também com transmissão eletrônica e 11 velocidades, para quem busca um nível alto, no entanto não necessita o que os atletas utilizam em competições teríamos para montanha o X01 Eagle, com transmissão mecânica e uma relação de 1×12, e para estradas o FORCE, com transmissão mecânica e 11 velocidades.

Para aqueles que utilizam a bicicleta como meio de transporte e passeio teríamos outras opções, todas com transmissão mecânica, para terra o GX com opções de 1×11/2×11/3×11, NX que conta apenas com 1×11, X7 com 2×10/3×10 e X5 que conta com as opções 2×10/3×10/3×9, e para estrada o RIVAL, com 11 velocidades e o APEX, também com 11 velocidades.

Para os ciclistas de estradas de asfalto que buscam uma marca tradicional temos os grupos Campagnolo, na categoria profissional temos o SP RECORD EPS, com transmissão eletrônica e 11 velocidades, na categoria alta temos o Record mecânico também com 11 velocidades, e na categoria básica temos o ATHENA, também mecânico e conta com 11 velocidades.

Esperamos com este artigo apresentar as principais marcas de câmbios traseiros de bicicleta, seus principais modelos e suas características, para que você possa localizar qual é o seu uso e escolher o câmbio que mais se ajusta as suas pretensões com suas pedaladas.

Conta para a gente o câmbio que você utiliza, em qual categoria ele se encontra e a sua avaliação sobre seu funcionamento.