Os freios são componentes importantes em uma bicicleta, merecem atenção, manutenção e, assim como a própria bicicleta possuem uma história, um percurso de desenvolvimento, diferentes modalidades, tipos e funções.

Este artigo tratará exclusivamente dos freios a disco, digamos ser a última geração de freios para bicicleta. No que se trata de freios a disco para bicicletas temos alguns modelos disponíveis no mercado, uma primeira diferenciação para poder se apropriar das diferenças de funcionamento e fazer, se for o caso, a escolha mais adequada, é a diferença entre freios a disco hidráulicos e mecânicos

Aqueles que pretendem comprar uma bicicleta, fazer alguma melhoria na que já tem, curiosos e entusiasta do desenvolvimento tecnológico do universo do ciclismo, iniciantes e avançados já devem ter se deparado com a questão acerca dos freios, desde sua evolução, seu desenvolvimento, seu funcionamento, até as novidades e modelos que utilizamos atualmente poderão aproveitar o texto e contribuir nos comentários com suas experiências com os diferentes tipos de freios e sua opinião sobre o artigo.

Funcionamento

Comecemos entendendo a diferença entre os freios do tipo “ferradura” e os freios a disco. De uma maneira simples, os freios ferradura utilizam uma espécie de pinça, acionado através de um sistema mecânico com cabos, agindo diretamente no aro da roda da bicicleta, enquanto os freios a disco agem sobre um disco anexado a roda da bicicleta. A diferença entre ambos não é o assunto central deste artigo, no entanto partiremos desta diferença para entender a distinção do freio a disco mecânico e hidráulico.

O sistema do freio a disco mecânico funciona acionado por uma alavanca e tracionado por uns cabos de aço que deslizam dentro de um conduíte, fazendo com que entre em ação uma pinça, que age sobre o disco que está fixado na roda; enquanto um sistema hidráulico, ao invés de um cabo de aço o movimento é transferido através de óleo, possuindo um reservatório que age no interior dos conduítes, neste caso vedados, movimentando a pinça fixada nas rodas.

Esta diferença trás desdobramentos para o funcionamento do freio e assim para o uso, manutenção e durabilidade.

Uso

Em relação ao uso, ambos cumprem a função primeira de um freio do mesmo modo: ambos travam a roda caso a alavanca seja pressionada em sua totalidade, assim como quando livres deixam a roda fluir sem nenhum atrito.

A diferença de uso estará na modulação do freio, um freio mecânico, por funcionar através da tração em um meio concreto, oferece um limiar menor de modulação, fazendo com que quando a alavanca pressionada lenta e progressivamente atinja um momento em que a roda trava. Já o freio a disco hidráulico, por funcionar através de um meio líquido, oferece uma modulação maior entre o zero e o 100%, digamos que a alavanca sendo pressionada lenta e progressivamente apresentaria um limiar de progressão maior, fazendo com que a frenagem se intensifique tardando mais a chegar em seu 100% e travando as rodas.

Considerando esta diferença podemos concluir que o freio a disco hidráulico apresenta maior precisão, a medida que tem um limiar maior de frenagem proporciona maior sensibilidade em relação a tração, o que em um terreno irregular, íngreme, com pedras e cascalhos pode ser determinante para um bom desempenho.

No entanto a depender do uso talvez o freio a disco mecânico possa cumprir muito bem com a sua função, sem deixar a desejar ou oferecer riscos para um uso na cidade ou em vias com mais regularidade.

Manutenção

Já em relação ao funcionamento, e suas relações com a manutenção, também temos algumas diferenças. O freio a disco mecânico – assim como os freios “ferradura – movem, com a ação do cabo, apenas um dos lados da pinça, de modo que demande ao menos 3 regulagens neste processo de desgaste antes de trocar de fato as pastilhas.

Os freios a disco hidráulicos, com seus conduítes vedados e a ação através de óleo, proporcionam a movimentação dos dois lados da pinça, fazendo com que o desgaste em ambos os lados seja igual, de modo que só será necessário alguma manutenção na hora que ambas as pastilhas se desgastarem por completo e devam ser trocadas.

Estas diferenças implicam em uma dinâmica diferente em relação a manutenção, enquanto os freios a disco mecânicos demandam uma manutenção mais frequente, a manutenção é mais simples, menos custosa e menos especializada; por outro lado os freios a disco hidráulicos demandam manutenção apenas no momento de troca de pastilhas, no entanto por exigir abrir os conduites vedados, exigem que se faça uma sangria e uma troca do óleo, exigindo assim uma manutenção mais especializada e mais custosa.

A partir destas diferenças básicas compartilha com a gente sua experiência com seus freios, se esta utilizando os freios adequados e quais seriam os melhores freios para o seu uso.